Operação policial prende seis homens por violência contra mulheres em MS
30/10/2026 10:32

Por: Redação Veja Folha | São Gabriel do Oeste
Seis homens foram presos nesta quinta-feira (29), em Campo Grande, durante o Dia D da Operação Mulher Segura, mobilização nacional coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública para combater a violência doméstica e familiar contra mulheres.
As prisões foram realizadas por equipes da Polícia Civil, por meio do Setor de Investigação Geral (SIG) e do Setor de Capturas da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).
Os alvos tinham mandados de prisão expedidos pela Justiça por diferentes crimes, incluindo descumprimento de medidas protetivas, cárcere privado, lesão corporal, ameaça e estupro de vulnerável.
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Um dos presos, de 31 anos, é investigado por descumprir medidas protetivas impostas em favor da ex-companheira, também de 31 anos. A vítima recebeu um aviso da Central de Monitoramento da Polícia Penal de que o homem, que utilizava tornozeleira eletrônica, estava nas proximidades de sua residência, no bairro Guanandi.
As investigações apontaram ainda que ele teria ido ao local de trabalho da mulher, no Hospital Universitário, e deixado a bateria do equipamento de monitoramento acabar propositalmente para conseguir se aproximar dela. A prisão preventiva foi solicitada diante do risco de repetição das condutas.
Outro homem, de 34 anos, foi preso por descumprir medidas protetivas em favor da ex-companheira, de 28 anos. Segundo o relato da vítima, ele apareceu na residência dela, no bairro Jardim Bonança, em outubro deste ano. Testemunhas também relataram que o suspeito já havia sido visto outras vezes nas proximidades do imóvel, inclusive observando as crianças à distância.
O histórico relatado inclui ameaças com arma de fogo e agressões físicas, como enforcamento, socos e chutes.
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Um homem de 27 anos foi preso preventivamente por suspeita de cárcere privado, lesão corporal, ameaça e injúria. Segundo a investigação, os episódios ocorreram em outubro de 2026, após o fim de um relacionamento de sete anos com uma mulher de 23 anos.
Conforme a Polícia Civil, o homem teria clonado o WhatsApp da ex-companheira e passado a enviar mensagens ofensivas. Em um dos episódios, ele atraiu a mulher até sua residência, quebrou o celular dela com um canivete, ameaçou matá-la e a manteve trancada no imóvel.
No dia seguinte, quando a vítima retornou do trabalho, teria sido agredida com socos e chutes na região das costelas e jogada ao chão. As agressões ocorreram na presença dos dois filhos do casal, de 6 e 4 anos.
Outro alvo, de 41 anos, foi preso após romper a tornozeleira eletrônica e descumprir medidas cautelares. Ele havia sido detido em flagrante em setembro de 2026 por lesão corporal, ameaça e dano contra a companheira, de 39 anos.
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Na ocasião, conforme a investigação, o homem danificou móveis da residência, quebrou o celular da vítima, deu um soco nela e ameaçou os filhos da mulher. Após conseguir liberdade provisória com medidas cautelares, o monitoramento identificou que ele entrou na área de exclusão da vítima e, posteriormente, rompeu a cinta da tornozeleira. A Justiça decretou a prisão preventiva.
Entre os presos está ainda um homem de 29 anos, procurado por condenação por estupro de vulnerável cometido em Aquidauana. Conforme a investigação, entre setembro e outubro de 2022, ele manteve relacionamento com uma adolescente de 12 anos e praticou conjunção carnal com ela diversas vezes.
A apuração também apontou que, após uma discussão motivada por ciúmes, o homem agrediu a menina com um amassador de alho, socos, puxões de cabelo e chutes na barriga.
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Após o processo judicial, ele foi condenado a mais de 16 anos de prisão em regime fechado e era procurado desde fevereiro deste ano. O homem foi localizado em Campo Grande pela equipe da Deam. Contra ele também havia um mandado de prisão por condenação definitiva por furto qualificado, com pena de um ano e seis meses.
O balanço divulgado pela Polícia Civil aponta seis prisões durante a mobilização, iniciada às 5h desta quinta-feira. A Operação Mulher Segura integra uma ação nacional coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, com o objetivo de localizar e prender investigados e condenados por violência doméstica e familiar contra mulheres.
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