
Por: Redação Veja Folha | São Gabriel do Oeste
Marcelo Miranda, ex-governador de Mato Grosso do Sul, ex-prefeito de Campo Grande e ex-senador, morreu no fim da manhã desta terça-feira (23), aos 87 anos, em Campo Grande, após complicações de saúde decorrentes de pneumonia e falência múltipla de órgãos. Ele estava internado havia cerca de 20 dias em um hospital particular da Capital.
A informação foi confirmada por familiares. Segundo o filho, Paulo Cançado, Marcelo Miranda enfrentava problemas cardíacos e renais, além do quadro de pneumonia que agravou seu estado de saúde.
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Natural de Uberaba (MG) e formado em Engenharia, Marcelo Miranda chegou à região que hoje integra Mato Grosso do Sul para atuar na construção da Usina Hidrelétrica de Jupiá, entre Três Lagoas e Castilho (SP). Posteriormente, trabalhou no Departamento de Estradas de Rodagem (DER), participando da implantação de milhares de quilômetros de estradas vicinais.
Sua trajetória política começou na década de 1970, após convite de Pedro Pedrossian e Levy Dias. Em 1976, foi eleito prefeito de Campo Grande. Três anos depois, deixou o cargo para assumir o governo do recém-criado Estado de Mato Grosso do Sul, sucedendo Harry Amorim Costa.
Durante a primeira passagem pelo governo, Marcelo Miranda teve papel decisivo na organização administrativa do Estado e elevou nove distritos à condição de municípios: Bodoquena, Costa Rica, Douradina, Itaquiraí, São Gabriel do Oeste, Selvíria, Sete Quedas, Tacuru e Taquarussu.
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Em 1982, foi eleito senador da República. Já em 1987, retornou ao comando do Executivo estadual após vencer as eleições para governador. Seu segundo mandato foi marcado por desafios políticos, greves de servidores da educação e dificuldades financeiras enfrentadas pelo Estado.
O último cargo público ocupado por Marcelo Miranda foi o de superintendente regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) em Mato Grosso do Sul, função exercida entre 2003 e 2012.
Com uma das trajetórias mais relevantes da política sul-mato-grossense, Marcelo Miranda deixa um legado ligado à consolidação administrativa do Estado e à criação de municípios que hoje integram a estrutura econômica e social de Mato Grosso do Sul.
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