Gaeco faz operação e investiga esquema de desvio de R$ 27 milhões em MS; houve cumprimento de mandados em São Gabriel

07/07/2026 10:35
Policiais e servidores durante cumprimento de mandado na capital. Foto: Juliano Almeida
Gaeco CG Operação
Por: Redação Veja Folha |  São Gabriel do Oeste
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou na manhã desta terça-feira (7) a Operação Gutenberg para desarticular uma organização suspeita de fraudar contratos públicos em diversos municípios do estado.
Ao todo, estão sendo cumpridos 16 mandados de prisão preventiva e 43 mandados de busca e apreensão nas cidades de Campo Grande, Dourados, São Gabriel do Oeste, Caarapó, Corguinho, Porto Murtinho, além de São Paulo (SP) e Abadiânia (GO).
Não foram divulgados detalhes sobre os mandados cumpridos em São Gabriel do Oeste.
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Segundo o Ministério Público, a investigação identificou um grupo estruturado que atuava em crimes contra a Administração Pública, incluindo fraude em licitações, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e outros delitos relacionados.
De acordo com as apurações, empresários apontados como líderes do esquema utilizavam servidores públicos para direcionar contratações e favorecer a compra de livros paradidáticos por meio de processos de inexigibilidade de licitação. O grupo teria movimentado mais de R$ 27 milhões em recursos públicos.
Ainda conforme o Gaeco, o dinheiro recebido era distribuído entre integrantes da organização, agentes públicos e empresas ligadas ao esquema, com o objetivo de ocultar a origem dos valores.
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As investigações também revelaram uma suposta atuação do grupo na área da saúde pública. Servidores cooptados teriam condicionado a autorização de exames, cirurgias e até internações hospitalares à aquisição dos materiais comercializados pela organização.
O Ministério Público informou que o esquema continuava em funcionamento e mantinha contratos ativos em diversos municípios sul-mato-grossenses.
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A operação conta com apoio do Batalhão de Choque e do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da Polícia Militar.
O nome “Gutenberg” faz referência a Johannes Gutenberg, inventor responsável pela popularização da impressão de livros. Segundo o MPMS, a denominação foi escolhida porque os livros teriam sido utilizados como instrumento para dar aparência de legalidade às supostas fraudes investigadas.
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