Operação mira núcleo feminino do PCC e cumpre mandados em Rio Verde de MT e outras cidades de MS
02/06/2026 10:07

Por: Redação Veja Folha | MS
A Polícia Civil deflagrou nesta terça-feira (2) a Operação Eris, que tem como alvo um núcleo feminino ligado ao PCC (Primeiro Comando da Capital) com atuação em Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo. A ação cumpre 14 mandados de prisão preventiva e 36 mandados de busca e apreensão contra investigados suspeitos de integrar e dar suporte à organização criminosa.
Em Mato Grosso do Sul, os mandados são cumpridos em diversos municípios, entre eles Rio Verde de Mato Grosso, além de Nova Andradina, Ivinhema, Angélica, Campo Grande, Rochedo, Maracaju, Amambai, Corumbá, Rio Negro, Aquidauana, Selvíria, Água Clara e Três Lagoas.
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As investigações são conduzidas pela Seção de Investigações Gerais (SIG) e pelo Núcleo Regional de Inteligência (NRI) de Nova Andradina, com apoio de unidades policiais de diferentes regiões e estados. Segundo a Polícia Civil, cerca de 60 pessoas são investigadas por envolvimento com a facção.
Conforme apurado durante as investigações, o grupo feminino possuía estrutura organizada e hierarquizada, atuando principalmente na manutenção de contatos, repasse de informações e apoio a integrantes da facção que cumprem pena no sistema prisional. Uma das investigadas, localizada em Santa Catarina, é suspeita de esconder um condenado do PCC que possui pena superior a 36 anos de prisão.
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Até o início da operação, cinco dos alvos já estavam presos, incluindo um detento na Penitenciária Estadual de Dourados e outro em Campo Grande.
A apuração que resultou na Operação Eris teve origem na Operação Artus, realizada em dezembro de 2023. Na ocasião, a Polícia Civil identificou a cooptação de adolescentes para integrar a organização criminosa e passou a monitorar novos envolvidos, reunindo provas que fundamentaram os pedidos judiciais.
Segundo a Polícia Civil, o nome da operação faz referência à deusa grega da discórdia, simbolizando a atuação do Estado no enfrentamento e desarticulação de organizações criminosas.
A ofensiva conta com a participação de policiais civis dos estados envolvidos, além de equipes do Departamento de Polícia do Interior (DPI), Departamento de Polícia da Capital (DPC) e Departamento de Polícia Especializada (DPE). As investigações prosseguem para identificar outros integrantes e aprofundar o mapeamento da atuação da facção.
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