Unidade Multiplicadora de Matrizes da COOASGO é exemplo de biosseguradade no Brasil

1/ 02/22
Unidade Multiplicadora de Matrizes da COOASGO é exemplo de biosseguradade no Brasil
Com menos de um ano do início de suas atividades, a primeira unidade de multiplicação de material genético da Cooperativa Agropecuária São Gabriel do Oeste – COOASGO, a Granja Rio Verde foi considerada exemplo de biosseguridade no País, conquistando a melhor avaliação dentre todas as unidades parceiras na multiplicação de fêmeas para a Agroceres Pic a nível nacional.
Num investimento de mais de R$ 73 milhões, a Granja Rio Verde é uma das mais modernas unidades produtoras do País, que aloja atualmente cinco mil fêmeas elite, entre avós e bisavós e possui uma capacidade de produção com volume superior a 160 mil animais por ano, dentre os quais 40 mil são de matrizes Camborough.
Tendo como uma de suas principais características o alto padrão sanitário, a unidade foi estrategicamente construída em local isolado, afastada de outras propriedades suinícolas, e conta com rigorosas regras e procedimentos de biossegurança para proteção do status sanitário do plantel, a começar pelo seu sistema de atualização genética, que opera, por exemplo, com o programa de atualização genética AGPIC Plus, voltado à máxima sanidade, que promove a autorreposição do plantel, minimizando o risco de introdução de agentes patogênicos e, ao mesmo tempo, proporciona um progresso genético permanente das fêmeas bisavós e avós por meio da genética líquida, além do acompanhamento através do programa PICTraq, que estabelece a prioridade de inseminações e recomendações de descarte. Caso seja necessário a introdução de novos animais na granja, os mesmos são recebidos em um moderno quarentenário, localizado distante do núcleo principal da granja. Permanecendo ali até que todos os exames sejam realizados, e comprovem que os animais estão livres de qualquer doença que possa prejudicar o plantel.
“Ficamos muito satisfeitos com esta notícia,  pois isto vem como um reconhecimento por todo trabalho de desenho, locação da unidade em área estratégica e de difícil acesso, o planejamento com barreiras sanitárias, barreiras de primeiro e segundo grau, dificultando a entrada de agentes infecciosos para o interior da granja e a mantendo livre de patógenos respiratórios como o APP (Actinobacillus pleuropneumoniae) e Mycoplasma, proteção  fundamental hoje dentro da Suinocultura Moderna”, destacou o diretor-secretário da COOASGO Rainer Josef Ruiz de Goehr.
Outra mostra do rigor sanitário imposto na Granja Rio Verde é o rígido protocolo adotado para visitação a granja, que exige três noites e quatro dias de vazio sanitário, onde o visitante não pode ter tido contato com nenhum animal de espécies rurais como suínos e bovinos para garantir que possíveis doenças que os animais tenham possam ser levadas para os animais dentro da granja.
“São duas barreiras sanitárias que nós temos dentro da granja, a primeira que fica junto a guarita, onde os funcionários fazem a primeira troca de roupa e utilizando uma roupa de trânsito se dirigem até a segunda barreira sanitária que fica aproximadamente 400 metros de distância, onde eles retiram essa roupa, tomam banho e vestem o traje de serviço. Já os visitantes, depois de fazer o protocolo de vazio sanitário, para adentrar a primeira barreira, eles precisam tomar banho e colocar uma roupa de trânsito de cor diferente da usada pelos funcionários, posteriormente se dirigindo até a segunda barreira sanitária, onde tomam o segundo banho e trocam de roupa novamente”, frisou o diretor explicando o protocolo utilizado na unidade para a entrada de visitantes.
Rainer explica que os mesmos cuidados também ocorrem com a entrada de alimentos e objetos na granja, passando por processos criteriosos de desinfecção com o uso de duas câmeras UV (Ultravioleta), onde todo e qualquer vírus, bactérias, protozoário ou fungos são destruídos através da radiação. Já materiais como ferramentas, materiais de limpeza, uniformes que podem ser desinfectados através do formol vão para o fumigador, onde passam por uma desinfecção, tanto na primeira como na segunda barreira sanitária.
Outro ponto a se destacar é o transporte dos animais.  Toda a produção de animais da granja é transportada por um veículo exclusivo, o mesmo é responsável de transportar os animais da granja, para a unidade de transbordo, que fica junto a primeira barreira. Deste modo, evitamos que caminhões que venham carregar animais na granja estejam entrando na parte interna da granja. A unidade em Rio Verde também se diferencia de outras granjas pela proteção reforçada com cercas duplas de tela e arame farpado, contando também mureta sanitária para impedir que animais possam adentrar suas instalações.
Representativo também é o modelo de distribuição de ração na granja. Concebido para conceder máxima biossegurança, o sistema é composto por duas faixas de silos posicionados na área externa e interna da unidade. Neste modelo, a ração é descarregada nos silos externos e, posteriormente distribuídos para os silos internos, fazendo com que o caminhão não tenha acesso a na área limpa da granja. O transporte da ração entre os silos externos e os internos é realizado por um sistema denominado Dry Rapid, que consiste num sistema de arrastro por correntes, não permitindo a mistura de rações. Este sistema abastece todos os silos dos 16 barracões existentes na unidade. “Os investimentos nesse sistema asseguram a manutenção do altíssimo status sanitário do plantel. Enfim, podemos afirmar que a biosseguridade dentro da granja Rio Verde não se negocia, ela se cumpre”, finaliza Rainer.
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