Torturados em "tribunal do crime", homens são salvos pela PM e 7 acabam presos

23/ 02/22
(Foto: Divulgação / BPM Choque).
Torturados em “tribunal do crime”, homens são salvos pela PM e 7 acabam presos
Batalhão de Polícia Militar de Choque salvou duas pessoas que estavam sendo torturadas durante o chamado “Tribunal do Crime” do PCC (Primeiro Comando da Capital), na madrugada desta quarta-feira (23), no Jardim Centro Oeste, em Campo Grande. Sete homens foram presos em flagrante e objetos usados na tortura apreendidos.
De acordo com as informações da PM, a equipe fazia diligências, quando recebeu a informação que dois homens, de 34 e 42 anos, estavam sendo julgados pelo grupo criminoso na favela da Homex. Ao chegar na frente do local indicado, encontraram Geovane Silva de Jesus, de 24 anos, armado com uma faca, sentado e fazendo vigia.
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Ainda na frente do imóvel, os policiais ouviram gemidos e gritos, então entraram. No local, flagrou seis homens espancando as duas vítimas, que estavam sentadas e amarradas com as próprias camisetas. Filipe Lima dos Santos, de 23 anos, já havia cortado o cabelo de uma das vítimas e os outros suspeitos estavam armados com instrumentos variados.
Romário Bezerra Lopes, de 21, estava com uma arma de fogo calibre 38 e uma ripa de madeira. Douglas de Arantes do Nascimento, de 24 anos, com uma faca, Pedro Henrique de Almeida Guimarães, de 21 anos, armado com uma machadinha, Felipe da Penha Davalos, de 27 anos, com uma ripa de madeira, e Wellinton Luiz da Silva Sanchez, de 21, estava com um machado nas mãos.
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Motivação – As vítimas torturadas contaram aos policiais que em data anterior haviam furtado a casa de Felipe da Penha, de onde levaram dois botijões de gás, uma televisão de 32 polegadas, aparelho de som, liquidificador, ventilador e alimentos perecíveis.
Então, por volta das 15h, foram abordados por Wellynton Luiz e Romário Bezerra, que armados com revólver, os colocaram em um HB20. Em seguida, conseguiram recuperar alguns pertences furtados e foram levados ao cativeiro, na Homex. No imóvel, estavam alguns suspeitos e outros chegaram logo depois.
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Romário então começou encostar o revólver na cabeça de uma das vítimas e fazia “roleta-russa”. A todo momento, segundo as vítimas, os autores faziam ligações para pedir o aval da execução.
O veículo HB20 seria de Romário, que tentou fugir no momento da abordagem, mas foi contido. Todos os envolvidos foram levados para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Cepol (Centro Integrado de Polícia Especializada).
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