Sindicato Rural de São Gabriel do Oeste divulga nota de repudio contra invasão e conflito em fazenda de Caarapó

27/10/2025 16:05
Grupo de indígenas e fogo em área da fazenda Ipuitã. Foto: Reprodução
Conflito fazenda Caarapó
Por: Redação Veja Folha | São Gabriel do Oeste
O Sindicato Rural de São Gabriel do Oeste manifestou repúdio às ações ocorridas na Fazenda Ipuitã, em Caarapó, região sul de MS, onde invasores teriam incendiado estruturas físicas, maquinários, equipamentos e áreas de reserva ambiental, causando grandes prejuízos ao proprietário e ao meio ambiente.
Em nota, a entidade expressou solidariedade ao Sindicato Rural e aos produtores de Caarapó, colocando-se à disposição para prestar apoio. O sindicato também cobrou das autoridades competentes a responsabilização dos envolvidos e medidas que garantam o direito de propriedade e a segurança jurídica no campo, de modo a evitar novas ações semelhantes.
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“…Solicita dos Órgãos Governamentais competentes, punição aos invasores seguindo o rigor da Lei e providências que garantam o direito de propriedade e a segurança jurídica no campo, evitando outras ações análogas”, destacou a entidade em comunicado oficial.
Entenda o caso
Na manhã de sábado (25), indígenas Guarani-Kaiowá ocuparam a sede da Fazenda Ipuitã, localizada em Caarapó. Horas depois, o grupo deixou o local. A comunidade indígena afirma que, desde 2019, denuncia casos de intoxicação causados por agrotóxicos aplicados nas proximidades.
Durante a ocupação, há relatos de que houve incêndio de maquinários, insumos, a sede e outras estruturas da fazenda, resultando em danos incalculáveis e na interrupção das atividades agrícolas.
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Por outro lado, representantes da comunidade Guyraroká afirmam que o ato foi uma resposta ao sequestro de uma adolescente de 17 anos e uma reivindicação pela não contaminação da Terra Indígena.
O Cimi (Conselho Indigenista Missionário) confirmou o sequestro da jovem, que teria sido resgatada na sede da fazenda, e negou que os indígenas estivessem armados.
As autoridades estaduais e federais acompanham o caso, que segue sob investigação.

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