Quem era José Mariano Paz Chávez,'Piña', narcotraficante morto em confronto com a polícia na área rural de São Gabriel do Oeste
08/08/2026 10:03

Por: Redação Veja Folha | São Gabriel do Oeste
José Mariano Paz Chávez, conhecido pelo apelido de “Piña”, era apontado pelas autoridades bolivianas como um dos principais integrantes de uma organização ligada ao narcotráfico internacional e teria conexões com outras estruturas criminosas.
O suspeito morreu nesta sexta-feira (7) após um confronto com policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), em uma área rural próxima ao Rio Coxim, na região de São Gabriel do Oeste.
A morte ocorreu após sete dias de buscas realizadas por forças de segurança brasileiras, que tentavam localizar quatro homens suspeitos de participação em uma emboscada contra policiais na Bolívia. O grupo teria cruzado a fronteira em uma aeronave clandestina após um ataque ocorrido em San Matías, cidade boliviana localizada próxima ao território brasileiro.
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De acordo com as autoridades, a aeronave foi detectada ao entrar no espaço aéreo brasileiro sem autorização. A Força Aérea Brasileira (FAB) realizou procedimentos de interceptação, mas o piloto não obedeceu às determinações e a aeronave foi forçada a pousar em uma área rural, entre Camapuã e São Gabriel do Oeste. Após o pouso forçado, os ocupantes fugiram para uma região de mata, dando início à operação de busca.
Histórico ligado ao narcotráfico e crimes violentos
Antes de sua morte, José Mariano Paz Chávez já era alvo de investigações na Bolívia por envolvimento em crimes relacionados ao tráfico de drogas, sequestro e homicídios.
Os primeiros registros públicos envolvendo seu nome remontam a 2017, quando foi preso preventivamente acusado de participar do sequestro e da tortura de um advogado boliviano. Conforme as investigações da época, a vítima teria permanecido em cativeiro por cerca de duas semanas devido a uma suposta dívida ligada à negociação de veículos.
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Anos depois, em setembro de 2025, o nome de “Piña” voltou a aparecer em outra investigação de grande repercussão.
Além das acusações criminais, “Piña” era apontado como integrante de uma estrutura que utilizava aeronaves de pequeno porte para o transporte de cocaína entre regiões da Bolívia e países vizinhos.
Investigadores bolivianos associavam o suspeito a operações clandestinas envolvendo pistas de pouso improvisadas e logística aérea utilizada pelo narcotráfico.
Essa característica chamou atenção das autoridades porque o grupo localizado em Mato Grosso do Sul teria justamente utilizado uma aeronave para fugir após os crimes registrados em território boliviano.
As autoridades da Bolívia também investigavam José Mariano Paz Chávez por suposto envolvimento nos ataques ocorridos em San Matías no fim de julho deste ano.
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Na ocasião, uma emboscada contra forças especiais bolivianas resultou na morte do segundo-tenente Yerson Salazar e deixou outro policial ferido. O episódio desencadeou uma grande operação policial na região de fronteira.
As investigações apontaram que os suspeitos fugiram para o Brasil logo após os ataques, o que levou à mobilização conjunta de forças de segurança brasileiras e bolivianas.
Após uma semana de buscas em áreas de mata na região de São Gabriel do Oeste, equipes do BOPE, localizaram os quatro suspeitos na tarde de sexta-feira. Conforme informações, quando uma equipe se aproximou do local onde o grupo estava, foi recebida a tiros, nesse momento houve confronto.
Os quatro homens foram baleados, socorridos e encaminhados para atendimento médico, mas não resistiram aos ferimentos.
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Os investigadores estimam que os suspeitos percorreram quase 40 quilômetros por áreas de vegetação densa enquanto tentavam escapar do cordão policial.
Durante a fuga, de acordo com investigações brasileiras, eles supostamente usaram uma bateria e um dispositivo de internet via satélite para se manterem em contato.
Durante as buscas o grupo de policiais envolvidos na operação foi mobilizado com unidades táticas da Polícia Militar de Camapuã e São Gabriel do Oeste, com agentes do Batalhão da PM Rural e equipes de apoio aéreo.
As autoridades divulgaram que seguem apurando se os criminosos tiveram ajuda nos dias em que tiveram escondidos e fugindo das forças policiais.
* Com informações do El Deber
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