Quadrilha do Piauí usava MS como entrada para drogas que abastecem o Nordeste

27/ 02/24
Viaturas da Polícia Civil de MS durante cumprimento de mandados. Foto: Divulgação
Viaturas PCMS
Por: Redação Veja Folha / Campo Grande News |  MS
Mais uma operação contra o tráfico de drogas levou às ruas policiais de Mato Grosso do Sul, Piauí e São Paulo, nesta terça-feira (27). Chamada de Draco-96 “Rota caipira”, a ação feita pelo Draco (Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas) do estado piauiense cumpre 18 mandados de prisão temporária e de busca e apreensão.
Em MS, a ação conta com o apoio do Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado) e Garras (Delegacia Especializada em Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros). Os mandados foram cumpridos em Corumbá e que faz fronteira com a Bolívia – região utilizada pelos traficantes para a entrada da droga no lado brasileiro.
Os inquéritos policiais apuram os crimes de constituição de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Durante a ação, foram presos líderes e operadores financeiros do esquema, apreendidos valores e bens obtidos como proveito do crime e documentos relacionados ao fatos investigados.

Homem preso por policiais em Teresina. (Foto: Divulgação)
A investigação começou após a prisão do piauiense Laércio Batista Pereira, de 39 anos, em outubro do ano passado, no interior de São Paulo. “A Polícia Civil do Piauí pôde identificar todo um núcleo responsável por entrada e circulação de drogas no país, pela via popularmente conhecida como rota caipira”, disse o Draco em nota.
Laércio responde a vários processos por crimes violentos e, no sistema prisional, passou a integrar uma facção criminosa com origem no estado de São Paulo. “A Polícia Civil obteve informações relevantes sobre a estrutura financeira da organização criminosa. Essa engenharia permitia o pagamento de drogas que entravam no país pela fronteira com a Bolívia, bem como a operação logística necessária para transportar essa droga ao sudeste do país e estados nordestinos de destino final”.
A investigação foi conduzida pelo Draco do Piauí, com apoio da SOI (Superintendência de Operações Integradas e da Polícia Civil) e assessoramento da DIPC (Diretoria de Inteligência da Polícia Civil).
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