Polícia Federal deflagra operação contra quadrilha que mantinha esquema milionário de contrabando
03/12/2025 08:13

Por: Redação Veja Folha / CG News | MS
A Polícia Federal, por meio da Delefaz (Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários), e a Receita Federal do Brasil deflagraram a Operação Uxoris nesta quarta-feira (3).
Se trata de uma ofensiva conjunta para desmantelar um esquema de contrabando que, segundo as investigações, movimentava um emaranhado de crimes financeiros e alimentava uma organização criminosa com ramificações dentro e fora do estado.
Os investigados estão envolvidos em lavagem de capitais, contrabando, descaminho e fraudes financeiras. A estimativa é de que o grupo tenha movimentado valores expressivos, mascarados por empresas de fachada e operações simuladas.
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“(…) atuação estruturada de um grupo criminoso especializado na importação fraudulenta de grande quantidade de mercadorias de origem estrangeira, sem documentação fiscal e sem regularização perante os órgãos de controle aduaneiro. Os produtos eram posteriormente distribuídos em todo o território nacional, por meio de plataformas de marketplace e de lojas físicas localizadas em Campo Grande (MS)”.
As diligências demonstraram que o grupo utilizava a modalidade conhecida como dólar-cabo para efetuar pagamentos das mercadorias, realizando remessas ilegais de valores ao exterior mediante compensações financeiras irregulares. Também foram constatados diversos atos voltados à ocultação e à dissimulação da origem ilícita dos ganhos obtidos.
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Foram expedidos nove mandados de busca e apreensão, que são cumpridos nos estados de Mato Grosso do Sul e São Paulo, em residências e estabelecimentos comerciais vinculados ao esquema criminoso. “Além disso, foi determinado o sequestro e a indisponibilidade de bens móveis, imóveis e valores pertencentes a 20 pessoas físicas e jurídicas, alcançando montante aproximado de R$ 40 milhões, bem como a suspensão das atividades de 14 empresas utilizadas no esquema.”
O nome da operação faz referência ao fato de que as investigações tiveram início após denúncia formulada pela ex-esposa do líder da organização criminosa, que relatou o uso indevido de seus documentos pessoais para a constituição de pessoas jurídicas de fachada destinadas à prática das atividades ilícitas.
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