Morte de bebê por chikungunya é confirmada em MS; números chegam a 5 óbitos em um mês

26/03/2026 09:29
Recipiente com água parada, possível criadouro do mosquito Aedes Aegypti; Foto: arquiivo
dengue
Por: Redação Veja Folha | MS
A Vigilância Epidemiológica de Dourados confirmou que a morte de um bebê indígena de um mês, ocorrida na terça-feira (24), foi causada por chikungunya, elevando para cinco o número de óbitos relacionados à doença no município desde o dia 25 de fevereiro. O caso foi registrado na Aldeia Jaguapiru, onde a criança morava.
Segundo as informações, o bebê apresentou os primeiros sintomas no dia 17 e morreu enquanto estava internado na Unidade da Mulher e da Criança do Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD). Este é o segundo óbito de bebê indígena registrado, sendo o outro caso de uma criança de três meses. As demais mortes envolvem duas mulheres, de 60 e 69 anos, e um homem de 73 anos, todos moradores da reserva indígena.
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Dados divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde apontam crescimento significativo nos casos da doença. Em 24 horas, foram registrados 352 novos casos suspeitos, elevando o total de casos prováveis de 1.286 para 1.638. Do total, 780 já foram confirmados, 218 descartados e 858 seguem em investigação.
O número de internações também aumentou, passando de 27 para 37 pacientes hospitalizados. Entre eles, seis estão no Hospital Porta da Esperança, 26 no HU-UFGD, três no Hospital da Cassems, um no Hospital da Unimed e um no Hospital Evangélico.
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A Reserva Indígena de Dourados concentra a maior parte dos casos, com 1.396 registros nas aldeias Bororó e Jaguapiru. No entanto, a doença já apresenta avanço para áreas urbanas, com destaque para o bairro Jardim Jóquei Clube, com 129 notificações, e o Parque do Lago II, com 41 atendimentos de pacientes com sintomas.
Diante do cenário, o município permanece em situação de emergência em saúde pública. De acordo com a Vigilância Epidemiológica, há aumento expressivo na demanda por atendimentos e ocupação de leitos hospitalares, além de uma taxa de positividade de 78,15% entre os casos testados, indicando ampla circulação do vírus.
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