Mato Grosso do Sul terá R$ 3,1 bilhões do FCO em 2026, maior volume da história
03/12/2025 13:56

Por: Redação Veja Folha | MS
Mato Grosso do Sul terá, em 2026, o maior volume de recursos já aprovado pelo FCO (Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste): R$ 3,1 bilhões.
A programação foi definida durante a 25ª Reunião Ordinária do Condel/Sudeco, realizada nesta terça-feira (2), em Brasília, com a participação do vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, e de representantes da Semadesc.
Metade do valor será destinada ao setor empresarial, contemplando indústria, comércio, serviços e turismo, enquanto os outros 50% serão aplicados em atividades rurais.
O secretário Jaime Verruck destacou que essa divisão equilibra as necessidades do campo e da cidade e reforça o papel do FCO como motor de investimentos produtivos. Ele lembrou que, em 2025, o fundo aplicou mais de R$ 2,7 bilhões no estado.
Com regras atualizadas para setores estratégicos, Mato Grosso do Sul inicia 2026 com condições ampliadas de financiamento. Na área rural, a taxa de juros permanece competitiva, em torno de 8,5% ao ano.
No setor empresarial, os juros podem chegar a 16%, motivo pelo qual o governador Eduardo Riedel e o vice-governador Barbosinha seguem defendendo redução ou equalização para manter o ritmo de expansão industrial.
Entre as decisões aprovadas pelo Condel está a ampliação do prazo máximo de financiamento para armazenagem, que passa a ser de até 15 anos, com carência de 5 anos, atendendo a uma demanda histórica do estado.
Outra mudança importante é a redução do valor mínimo para contratação de recursos empresariais, de R$ 20 milhões para R$ 10 milhões, o que deve ampliar o acesso de novos empreendimentos às linhas do fundo.
O microcrédito produtivo orientado também terá reforço significativo, com previsão de mais de R$ 1,5 bilhão para micro e pequenas empresas, tanto urbanas quanto rurais. O programa se soma a linhas já consolidadas, como FCO Mulher, FCO Sustentabilidade e FCO Verde, voltada à recuperação de pastagens degradadas.
Com diretrizes definidas, o Estado se prepara para executar o maior volume de financiamento de sua história. Segundo Verruck, o compromisso é garantir aplicação integral dos recursos. “O importante é que o dinheiro esteja disponível e chegue ao produtor, ao empresário e aos projetos que impulsionam nossa economia”.
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