Custo para escoar soja de São Gabriel do Oeste subiu em torno de 15% em 2023, aponta Conab

3/ 02/24
Transporte rodoviário em São Gabriel do Oeste. Foto: Reprodução
Transporte caminhão SGO
Por: Redação Veja Folha |  MS
Transportar a produção agrícola por meios rodoviários ficou mais caro em 2023. É o que aponta levantamento da Conab (Companha Nacional de Abastecimento). As supersafras de soja e de milho no ano passado e a paralisação do transporte pela hidrovia fizeram com que os preços aumentassem durante o ano passado.
Quem precisou levar soja de São Gabriel do Oeste, em Mato Grosso do Sul, para Maringá, no Paraná, percebeu aumento 15% nos custos, pois a tonelada passou de R$ 160,00 para 184,00 no mês de novembro, penúltimo mês do ano.
O aumento também foi apontado quando o destino final era Santos, em São Paulo. Partindo de São Gabriel do Oeste até a cidade paulista o custo do transporte passou de R$ 297,33 em janeiro para R$ 339,00 em novembro, aumento de 14,01%.
Esses aumentos nos valores dos transportes também foram notados em cidades como Dourados e Maracaju, outros dois polos produtores de grãos em Mato Grosso do Sul.
O mestre em economia Lucas Mikael detalha como funciona o reajuste do frete rodoviário.  “Incluem índices de reajuste atrelados à inflação, variação do preço do diesel ou outros indicadores econômicos. Além disso, índices de custos operacionais, como combustível, manutenção e salários, podem ser considerados”, explica.
O diretor do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística do estado de Mato Grosso do Sul (Setlog-MS), Dorival de Oliveira, cita também o retorno da cobrança integral dos tributos federais Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição da Seguridade Social (Cofins) no preço do diesel. “É um fator que elevou o combustível e, por consequência, refletiu no custo do frete”, conclui.
Além disso, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) atualizou a tabela dos valores dos pisos mínimos do frete do transporte rodoviário de cargas mais de cinco vezes em 2023.
Representante das transportadoras em MS, Dorival de Oliveira acredita que o preço do frete deve continuar em elevação em 2024, com pouca redução em relação ao ano passado, porém ficando abaixo dos preços recordes registrados em 2022.
Conforme analistas do mercado, o atraso do plantio e da colheita da soja deve gerar uma “disputa” entre estados na hora de contratar transporte para o escoamento das safras, o que deve elevar os preços, mesmo que se confirme a quebra da safra brasileira.
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Com informações do Correio do Estado
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