Crédito rural para investimentos cresce 26% em MS em novembro, com queda no custeio

20/12/2025 10:02
Soja Cultivada em propriedade rural. Foto: Divulgação/Mapa
Soja
Por: Redação Veja Folha |  MS
O crédito rural destinado a investimentos em Mato Grosso do Sul registrou crescimento de 26% em novembro de 2025, alcançando R$ 234,5 milhões, mesmo com a retração significativa nas operações de custeio no estado. No mesmo período, o custeio total apresentou queda de 18% na comparação anual.
Os dados constam no Boletim Econômico de Crédito Rural, divulgado nesta sexta-feira (19) pela Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja e Milho), com base em informações do Banco Central.
O avanço nos investimentos foi impulsionado principalmente pelo setor agrícola, que somou R$ 136,8 milhões no mês, com aumento anual de 26%. A pecuária também apresentou desempenho positivo, com R$ 97,6 milhões aplicados, o que representa alta de 27% em relação ao mesmo período do ano anterior.
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No comparativo entre as modalidades de crédito rural, os investimentos tiveram desempenho superior ao custeio e à comercialização.
A maior parte dos recursos contratados para investimento teve origem em linhas fora dos programas oficiais de crédito rural. Aproximadamente R$ 138,4 milhões foram obtidos por meio de financiamentos sem fomento público, enquanto as linhas com equalização de juros tiveram participação menor.
Entre os programas oficiais, o maior volume de recursos foi registrado no PCA (Programa para Construção e Ampliação de Armazéns), com cerca de R$ 36,3 milhões contratados em novembro. Também houve operações por meio das linhas ABC/RenovAgro, Pronaf Investimento e Pronamp, indicando foco dos produtores em infraestrutura e capacidade de armazenagem.
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Em sentido oposto, o crédito para custeio agrícola apresentou retração expressiva. Na comparação anual, houve queda de 29%, com volume de R$ 288,1 milhões contratados em novembro. Considerando agricultura e pecuária, o custeio totalizou R$ 590,3 milhões no mês.
Os números refletem a redução na disponibilidade de recursos do Plano Safra e as dificuldades de acesso às linhas subsidiadas, ao mesmo tempo em que indicam maior direcionamento dos produtores para investimentos estruturais no estado.
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