Coordenadoria de Saúde apreende mais de 3 mil ampolas e canetas emagrecedoras irregulares enviadas pelos Correios
16/01/2026 10:15

Por: Redação Veja Folha | MS
Operação da Secretaria de Estado de Saúde (SES) resultou na apreensão de milhares de medicamentos irregulares, entre eles canetas emagrecedoras, ampolas e outras substâncias sem registro na Anvisa, durante fiscalização realizada na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios), em Campo Grande, entre os dias 9 e 12 de janeiro.
A ação foi conduzida pela Coordenadoria de Vigilância Sanitária Estadual (CVISA), por meio da Gerência de Medicamentos e Produtos para Saúde (GEMPS), após o setor de segurança postal identificar encomendas suspeitas com auxílio de raio-X, nos dias 7 e 8 de janeiro. Ao todo, 570 pacotes retidos foram abertos e analisados na presença da Vigilância Sanitária, conforme prevê a legislação.
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Entre os produtos apreendidos estavam 3.168 ampolas de tirzepatida, 78 canetas de retratutida, além de semaglutida, somatropina, esteroides anabolizantes, toxina botulínica, oxandrolona, lisdexanfetamina e suplementos alimentares, todos sem comprovação de registro, procedência ou autorização sanitária.
Segundo a CVISA, a fiscalização identificou uma mudança na estratégia do comércio ilegal, com o envio de ampolas para abastecimento das canetas emagrecedoras, em vez dos dispositivos completos, numa tentativa de driblar a fiscalização. A irregularidade, no entanto, só é confirmada após a abertura dos pacotes com acompanhamento da Vigilância Sanitária.
As apreensões se baseiam no descumprimento de diversas normas, como as Leis Federais nº 6.360/1976 e nº 6.437/1977, a Lei Estadual nº 1.293/1992 e resoluções da Anvisa, que regulamentam o registro, a comercialização e o transporte de medicamentos no Brasil.
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A SES alerta que o uso de medicamentos, especialmente as chamadas “canetas emagrecedoras”, sem prescrição médica ou fora dos canais legais, representa risco grave à saúde, podendo causar reações adversas, infecções, intoxicações e outros danos. A Secretaria reforça que o tratamento da obesidade deve ser feito com acompanhamento profissional e dentro das diretrizes clínicas reconhecidas.
Denúncias sobre comercialização, transporte ou uso irregular de medicamentos podem ser feitas à Vigilância Sanitária Estadual, auxiliando no combate ao comércio ilegal e na proteção da saúde da população.
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