Conflito no Oriente Médio pode pressionar preço da gasolina em Mato Grosso do Sul

03/03/2026 17:59
Foto: Arquivo
Abastecimento
Por: Redação Veja Folha / Midiamax | MS
A escalada das tensões no Oriente Médio já provoca reflexos no mercado internacional de petróleo e pode impactar os preços dos combustíveis em Mato Grosso do Sul. O alerta é do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis Automotivos (Sinpetro-MS), que acompanha a movimentação do setor diante da instabilidade externa.
Nos últimos dias, confrontos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã aumentaram o nível de incerteza global. Um dos principais pontos de atenção é o Estreito de Hormuz, rota estratégica por onde circula cerca de 20% do petróleo exportado por via marítima no mundo.
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A crise resultou em restrições no tráfego de navios petroleiros, com registros de interrupções e desvios por motivos de segurança.
O barril de petróleo registrou elevação significativa, passando de US$ 62 para US$ 85, com possibilidade de novos aumentos conforme o desenrolar do conflito. Paralelamente, a valorização do dólar frente ao real contribui para encarecer ainda mais a importação de combustíveis.
Atualmente, aproximadamente 25% do diesel e 15% da gasolina consumidos no Brasil são importados. Com a alta do petróleo e da moeda norte-americana, o custo de aquisição para as distribuidoras tende a subir, o que pode pressionar as margens do setor e resultar em reajustes nas refinarias.
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De acordo com o sindicato, os efeitos ao consumidor podem ocorrer de forma gradual, acompanhando a evolução do cenário internacional.
O aumento no preço do diesel, em especial, pode gerar reflexos em cadeia na economia, já que o combustível é amplamente utilizado no transporte de mercadorias, influenciando custos logísticos, fretes e preços de produtos e alimentos.
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