Cadela Laika e equipe voltam para MS após encerramento dos trabalhos no RS e localizar vítimas soterradas -

27/ 05/24
Equipe do Corpo de Bombeiros que retornou do Rio Grande do Sul. Foto: Divulgação
Bombeiros
Por: Redação Veja Folha |  MS
Após 13 dias atuando no resgate de vítimas atingidas pela enchente no Rio Grande do Sul, equipe com cachorro farejador retornou à Capital. A equipe é composta pelo sargento Thiago Kalunga, os soldados Jéssica Lopes, Humberto Nunes e a cadela Laika. Os militares foram recepcionados pelas famílias, e outros cachorros especializados do Corpo dos Bombeiros.
Para o sargento Kalunga, o que mais marcou nos dias de operação foi encontrar bombeiros gaúchos atuando. “Nós somos ensinados não ficar se emocionando com as ocorrências, e o que me marcou foi ver ali, bombeiros que perderam tudo, do nosso lado, trabalhando”, comentou.
A soldado Jéssica Lopes contou que esta foi a primeira ocorrência que atendeu fora do Mato Grosso do Sul, e encontrou militares de diversas regiões do Brasil no local. “Só na nossa área de atuação eram de cinco estados e apesar de sermos de diferentes escolas, estávamos todos falando a mesma língua, querendo ajudar e resolver”, contou ela.

Da esquerda para direita, soldado Humberto Nunes, Jessica Lopes, sargento Thiago Kalunga e Laika (Foto: Divulgação)
Em Roca Sales, a equipe buscava por uma família, composta por seis pessoas, que havia sido soterrada após a enchente e desmoronamento da cidade. As pessoas moravam em uma área rural, e tinham uma criação de 500 porcos, o que dificultou na hora da busca. O sargento explica, que os corpos estavam soterrados a três metros de profundidade.
“Como veio o chiqueiro para cima da casa, dependendo do estágio de decomposição do suíno, ele se assemelha ao do corpo humano. A gente percebia que atrapalhava um pouco. Quando as cadelas começaram a indicar, a gente começava a ficar desconfiado, ai cavamos superficialmente e encontrávamos um suíno”, comentou o sargento.
Dias depois, com o auxilio de maquinário, um dos locais que as cadelas indicaram, era o local onde essas pessoas estavam soterradas. “Cheguei a conclusão que o cão não erra. Escava e encontrar, foi muito satisfatório”, finalizou ele. Para Jéssica, o trabalho da equipe era para devolver o que ficou para as famílias. “Agora eles podem encerrar esse ciclo, enterrar a família. Quanto tempo demoraria se não estivéssemos com os cães?” contou.
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