Advogada é investigada por participação em golpe do “falso advogado” que enganou idosa em MS
06/03/2026 14:25

Por: Redação Veja Folha | MS
Uma advogada inscrita na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi apontada pela Polícia Civil como integrante de um grupo suspeito de aplicar o chamado “golpe do falso advogado”, que fez uma vítima idosa no município de Juti, no sul de Mato Grosso do Sul.
Ao todo, seis pessoas foram identificadas e indiciadas durante a investigação conduzida pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (PCMS) com apoio da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).
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De acordo com as apurações, o grupo utilizava aplicativos de mensagens para entrar em contato com vítimas que possuíam processos judiciais em andamento. Os criminosos se passavam por advogados responsáveis pelas ações e solicitavam transferências de dinheiro sob a justificativa de supostos custos ou liberações de valores relacionados ao processo.
Durante a investigação, a polícia constatou que parte das mensagens utilizadas para aplicar o golpe foi enviada de dentro de um presídio localizado em Dourados. Outro ponto considerado relevante pelas autoridades foi a participação de uma advogada, que teria atuado na tentativa de dar aparência de legalidade às movimentações financeiras provenientes da fraude.
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No caso investigado, uma idosa residente em Juti realizou transferência após ser enganada pelos suspeitos. Segundo a polícia, os criminosos ainda tentaram obter um segundo pagamento, com valor maior, mas a tentativa foi interrompida após a fraude ser identificada.
Os seis investigados foram indiciados pelos crimes de estelionato eletrônico, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Somadas, as penas máximas previstas para esses delitos podem chegar a 26 anos de prisão.
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A Polícia Civil alerta que esse tipo de golpe tem como principais alvos pessoas idosas que possuem processos na Justiça. Os golpistas costumam utilizar o nome e a foto de advogados reais para convencer as vítimas a realizar transferências sob a alegação de taxas ou despesas urgentes.
As autoridades orientam que qualquer pedido de pagamento relacionado a processos judiciais seja confirmado diretamente com o advogado responsável por meio de contato previamente conhecido. Denúncias sobre crimes cibernéticos podem ser feitas pelo telefone 197.
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