
Por: Redação Veja Folha | MS
A Polícia Militar Ambiental (PMA) iniciou nesta quarta-feira (28) a operação Pré-Piracema na Bacia do Rio Paraguai, em Mato Grosso do Sul. A fiscalização segue até 5 de novembro e tem como objetivo combater a pesca predatória e reforçar a proteção dos peixes antes do período de defeso, quando a pesca é proibida para permitir a reprodução das espécies.
A operação ocorre em um período de aumento da procura pelo Pantanal como destino turístico e de intensificação da pesca esportiva. Segundo a PMA, outra preocupação é o armazenamento de pescado por estabelecimentos comerciais para venda e consumo durante o defeso. Os comerciantes devem declarar os estoques, conforme as normas ambientais.
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As equipes vão atuar nos principais rios e afluentes do estado, além de áreas ribeirinhas, portos clandestinos e trechos considerados sensíveis. O trabalho inclui patrulhamento terrestre e fluvial, fiscalização de embarcações, acampamentos, ranchos e margens dos rios, além de abordagens e apreensões em caso de irregularidades.
A operação abrange áreas dos biomas Pantanal e Cerrado sob responsabilidade do 1º Batalhão de Polícia Militar Ambiental. Além de combater a pesca ilegal, a fiscalização busca coibir crimes contra a fauna e a flora e casos de poluição hídrica, com atenção à preservação de nascentes e cursos d’água.
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Multas podem chegar a R$ 100 mil
A Polícia Militar Ambiental e o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) são responsáveis pela fiscalização de rios, comércios e depósitos de pescado durante a piracema. As equipes também utilizam drones e ferramentas de georreferenciamento para identificar possíveis infratores.
Quem descumprir as regras ambientais pode receber multa de R$ 700 a R$ 100 mil, acrescida de R$ 20 por quilo de pescado irregular. Dependendo da infração, também podem ser apreendidos os peixes, os equipamentos utilizados, as embarcações e os veículos, além da responsabilização criminal e eventual prisão.
A população pode denunciar irregularidades ambientais pelo telefone 181. O serviço recebe denúncias anônimas.
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