70% das propriedades monitoradas apresentam incidência de lagarta da espiga em MS

22/10/2026 16:01
Espiga de milho lagarta
Por: Redação Veja Folha  |  São Gabriel do Oeste
A incidência de lagarta da espiga nas lavouras de milho de Mato Grosso do Sul passou de 10% para 70% das propriedades monitoradas entre as safras 2024/2025 e 2025/2026. O avanço foi identificado no boletim Casa Rural – Agricultura, elaborado pela Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja-MS), que também aponta aumento de outras pragas e plantas daninhas no Estado.
A lagarta da espiga (Helicoverpa zea) ataca diretamente as espigas, danifica os grãos e favorece a entrada de microrganismos que podem causar podridão. A alta incidência foi registrada em 24 municípios, entre eles Bela Vista, Campo Grande, Dois Irmãos do Buriti e Terenos.
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Segundo o levantamento, o controle exige atenção durante a fase reprodutiva do milho. Como a praga ataca a espiga, pode ficar menos exposta às pulverizações. O boletim também questiona a eficiência de proteínas Bt (Bacillus thuringiensis) contra essa espécie.
Outra praga que apresentou crescimento expressivo foi a lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda). A incidência média ou alta passou de 17% para 94% das propriedades monitoradas entre as duas safras.
A alta incidência foi identificada em 47 municípios, com destaque para Alcinópolis, Bela Vista, Camapuã e Campo Grande.
A lagarta ataca o cartucho da planta e provoca desfolha, comprometendo o desenvolvimento da cultura. Conforme o boletim, o avanço é compatível com as condições de clima quente e úmido registradas entre fevereiro e junho, além da perda de eficiência de tecnologias Bt contra a espécie.
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A incidência média ou alta do percevejo-barriga-verde passou de 34% para 33% das propriedades monitoradas. Apesar da pequena redução, a praga continua exigindo atenção. O levantamento registrou alta incidência em oito municípios, com destaque para Deodápolis, Dois Irmãos do Buriti, Rio Brilhante e Sidrolândia.
Já a cigarrinha-do-milho apresentou redução da incidência média ou alta, de 41% para 14% das propriedades.
O inseto transmite agentes causadores dos enfezamentos vermelho e pálido, doenças que podem comprometer o desenvolvimento das plantas e reduzir a produtividade. O boletim recomenda manter o monitoramento, mesmo diante da redução registrada.
Entre as plantas daninhas, o capim-pé-de-galinha apresentou aumento da incidência média ou alta, de 23% para 31% das propriedades monitoradas. A alta incidência foi registrada em 18 municípios, incluindo Alcinópolis, Camapuã, Corguinho e Rochedo.
O capim-vassourinha também avançou, com a incidência média ou alta passando de 13% para 24% das propriedades. A alta incidência foi identificada em 12 municípios, com destaque para Bandeirantes, Brasilândia, Jaraguari e Rio Brilhante.
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A buva continua entre as principais plantas invasoras das lavouras de soja e milho em Mato Grosso do Sul. O levantamento aponta incidência média ou alta em 5% das propriedades, mesmo percentual da safra anterior. Apenas Rio Negro apresentou alta incidência, e a infestação foi considerada sob controle no Estado.
Os dados da Aprosoja-MS mostram cenários distintos entre as pragas e plantas daninhas monitoradas: enquanto algumas tiveram avanço expressivo, outras apresentaram estabilidade ou redução.
O acompanhamento das lavouras permite identificar mudanças na ocorrência desses organismos e orientar estratégias de manejo, considerando o estágio de desenvolvimento das culturas e as condições de cada região produtora.
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