PF e Receita Federal deflagram operação contra grupo suspeito de vender peças automotivas ilegais trazidas do Paraguai

27/08/2026 09:22
Operação é realizada em conjunto entre a Receita e Polícia Federal. Foto: Divulgação
Operação PF Receita
Por: Redação Veja Folha |  São Gabriel do Oeste
A Polícia Federal e a Receita Federal deflagraram nesta quinta-feira (27) a Operação Peça-Chave, que tem como alvo uma organização suspeita de comercializar peças automotivas introduzidas ilegalmente no Brasil pela fronteira de Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul. Mandados judiciais são cumpridos em cidades de Mato Grosso do Sul e São Paulo.
Segundo as investigações, o grupo é suspeito de distribuir peças automotivas provenientes do Paraguai sem a devida importação regular. Para viabilizar o transporte das mercadorias, os investigados teriam utilizado notas fiscais falsas emitidas por empresas conhecidas como “noteiras”, especializadas na emissão de documentos fiscais para terceiros.
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A apuração teve início após a identificação de movimentações financeiras consideradas atípicas e saques de elevados valores em espécie realizados em agências bancárias da região de fronteira, o que levantou suspeitas sobre a origem dos recursos.
De acordo com a Receita Federal, análises fiscais, patrimoniais e financeiras apontaram que os investigados movimentaram mais de R$ 146 milhões entre os anos de 2018 e 2023.
Conforme os levantamentos, a movimentação financeira não possuía documentação contábil suficiente para comprovar a origem e a destinação dos valores. As investigações também identificaram indícios de comercialização de mercadorias sem registro de entrada nos estoques das empresas envolvidas.
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Os órgãos responsáveis pela operação apontam ainda suspeitas de lavagem de dinheiro. Segundo a Receita Federal, parte dos recursos teria sido movimentada em nome de pessoas sem capacidade econômico-financeira compatível, mas que possuíam ligação com integrantes do grupo investigado.
Mandados são cumpridos em MS e SP
A Operação Peça-Chave cumpre mandados de busca e apreensão nas cidades de Ponta Porã (MS), São Paulo (SP), Santo André (SP) e São Bernardo do Campo (SP). As ordens judiciais foram expedidas pela 5ª Vara Federal de Campo Grande.
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Além das buscas, a decisão judicial autorizou a apreensão de drogas, armas, joias, obras de arte, bens de alto valor e quantias em dinheiro em espécie superiores a R$ 5 mil cuja origem não possa ser comprovada.
As investigações continuam para identificar todos os envolvidos e apurar a extensão dos crimes supostamente praticados pela organização.
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