
Por: Redação Veja Folha / CG News | MS
Cinco pessoas foram presas em Mato Grosso do Sul durante a Operação Fornitore, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal na manhã desta quinta-feira (18) para combater tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e associação para o tráfico. No Estado, os mandados foram cumpridos em Campo Grande, Ponta Porã e Bela Vista, na região de fronteira.
Ao todo, a operação cumpriu 15 mandados de prisão e 20 de busca e apreensão em quatro unidades da federação: Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal e Pará. A ação mobilizou 120 policiais.
Em Mato Grosso do Sul, a ação teve apoio de policiais do Garras, além da Dracco (Delegacia de Repressão ao Crime Organizado) do Distrito Federal. As diligências ocorreram em residências dos alvos, já que as empresas investigadas seriam de fachada.
Em Campo Grande, foram cumpridos dois mandados de prisão, contra um homem e uma mulher. Em Bela Vista, um casal foi preso. Em Ponta Porã, uma mulher também acabou detida. Os alvos têm entre 30 e 40 anos e não tiveram os nomes divulgados pela polícia.
Durante o cumprimento dos mandados em Mato Grosso do Sul, a polícia também apreendeu duas armas de fogo. Uma delas foi encontrada em Campo Grande, com um dos investigados, o que levou à prisão em flagrante dele. A outra foi apreendida em Bela Vista, também resultando em flagrante.
Além das armas, foram recolhidos celulares, notebooks, documentos e anotações. O material será analisado pelos investigadores e pode ajudar a detalhar a movimentação financeira, os contatos e a divisão de tarefas do grupo.
A operação contou com três equipes do Garras em Campo Grande, uma equipe em Bela Vista e uma equipe da Delegacia de Polícia Civil em Ponta Porã.
As investigações apontam que integrantes do grupo adquiriram bens de luxo, como carros de alto valor. No entanto, em Campo Grande e no restante de Mato Grosso do Sul, nenhum bem de valor elevado foi apreendido durante a ação.
Parte dos alvos no estado é apontada como “laranja”. No contexto da investigação, laranja é a pessoa usada para emprestar o nome, contas bancárias, documentos ou empresas a terceiros, com o objetivo de esconder quem realmente controla o dinheiro, os bens ou os negócios.
Segundo a polícia, há empresas de fachada envolvidas no esquema. O grupo atuaria dessa forma há pelo menos cinco anos e vinha sendo investigado há cerca de um ano e meio.
Durante as investigações, foram feitas apreensões de drogas vinculadas aos alvos da operação. Conforme a polícia, alguns dos investigados não foram presos em flagrante porque não manuseavam diretamente os entorpecentes.
Em Mato Grosso do Sul, houve o sequestro de um imóvel. No total, sete imóveis foram sequestrados na ação desta quinta-feira. Eles estão localizados em Bela Vista (MS); São José do Rio Preto (SP); Caldas Novas (GO); e no Distrito Federal (DF), onde há dois imóveis atingidos pela medida judicial.
A Operação Fornitore segue com foco na identificação do patrimônio do grupo e na estrutura usada para lavar dinheiro obtido com o tráfico de drogas.
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