Epidemia de Chikungunya chega a 23 cidades de MS; São mais 1,2 mil casos em uma semana

01/05/2026 07:45
Agente de endemias no combate ao mosquito. Foto: Álvaro Rezende
Agente de endemias no combate ao mosquito
Por: Redação Veja Folha |  MS
Mato Grosso do Sul registrou um crescimento expressivo nos casos de chikungunya nos últimos sete dias, conforme boletim divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MS).
Ao todo, foram contabilizados mais 1.295 novos casos prováveis da doença, elevando a incidência para 322,6 registros por 100 mil habitantes — índice considerado muito alto.
De acordo com os dados, o estado soma, em 2026, 3.997 casos confirmados e outros 4.897 em investigação, totalizando 8.894 ocorrências prováveis.
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Na semana anterior, eram 7.599 registros, o que representa um aumento de aproximadamente 17% em apenas uma semana. O avanço preocupa as autoridades de saúde, principalmente pelo ritmo acelerado de transmissão.
O aumento dos casos também impactou o número de municípios em situação epidêmica. Itaporã e Iguatemi passaram a integrar a lista, que agora conta com 23 cidades nessa condição. Os maiores índices de incidência são registrados em Sete Quedas, Fátima do Sul, Douradina, Paraíso das Águas e Jardim.
Além do crescimento nos casos, o número de mortes também aumentou. Dourados confirmou mais um óbito nesta quinta-feira (30), chegando a nove mortes no município.
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Em todo o estado, já são 14 vítimas fatais da doença, o que representa cerca de 70% dos 21 óbitos registrados no Brasil. Outros dois casos seguem sob investigação.
Segundo o boletim, algumas cidades estão próximas de atingir nível epidêmico, como Maracaju, com incidência de 277,5 casos por 100 mil habitantes, e Laguna Carapã, com 264,7. Por outro lado, apenas três municípios — Japorã, Aparecida do Taboado e Alcinópolis — ainda não registraram casos da doença neste ano.
O avanço da chikungunya está relacionado à proliferação do mosquito Aedes aegypti, favorecida por condições climáticas e ambientais.
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Diante do cenário, autoridades reforçam a importância de medidas de prevenção, como eliminação de água parada e cuidados com ambientes que possam servir de criadouros do mosquito transmissor.
A SES também alerta para o aumento significativo de casos em cidades como Douradina, Sete Quedas, Angélica, Batayporã, Paraíso das Águas, Nioaque, Corumbá, Amambai e Aquidauana, que apresentaram forte crescimento nas últimas duas semanas.
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