95% dos municípios de MS possuem casos de Chikungunya; estado contabiliza 13 mortes pela doença
24/04/2026 12:47

Por: Redação Veja Folha | São Gabriel do Oeste
Mato Grosso do Sul enfrenta, neste ano, uma ampla disseminação de chikungunya, com registros da doença em 75 dos 79 municípios, o equivalente a 94,9% do território estadual. Os dados são da Secretaria de Estado de Saúde (SES) e apontam ainda a confirmação de 13 mortes relacionadas à doença, concentradas principalmente em Dourados.
O avanço da chikungunya tem sido observado ao longo de 2026, com um total de 7.599 casos prováveis até o momento, conforme o boletim epidemiológico mais recente.
Dourados lidera em número absoluto de registros, com 2.517 casos, seguida por Corumbá, com 1.002, e Fátima do Sul, com 575. Outros municípios também apresentam números elevados, como Amambai e Jardim.
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Quando considerada a taxa proporcional à população, cidades como Sete Quedas, Fátima do Sul, Paraíso das Águas e Douradina aparecem entre as mais afetadas. Apenas quatro municípios, Alcinópolis, Aparecida do Taboado, Japorã e Tacuru, ainda não registraram casos da doença neste ano.
Em relação aos óbitos, Dourados concentra a maioria, com oito das 13 mortes confirmadas no estado. Também foram registrados casos fatais em Bonito, Jardim e Fátima do Sul.
Dados do Ministério da Saúde indicam que o município douradense responde por cerca de 40% das mortes por chikungunya no país, que totalizam 20 registros até meados de abril.
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Entre as vítimas no estado, estão perfis distintos, desde uma idosa de 94 anos com comorbidades, em Jardim, até um bebê de um mês de idade, em Dourados, sem histórico de doenças associadas.
Diante do cenário, o Ministério da Saúde iniciou o envio de vacinas contra a chikungunya para Mato Grosso do Sul. A primeira remessa contou com 20 mil doses do imunizante IXCHIQ, com foco inicial nos municípios de Dourados e Itaporã. A previsão é de distribuição total de 46,5 mil doses, produzidas pelo Instituto Butantan.
A estratégia de vacinação é direcionada a pessoas entre 18 e 59 anos com maior exposição ao risco de contaminação e prevê aplicação em dose única, com restrições para determinados grupos, como gestantes, puérperas e pessoas imunossuprimidas.
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Além da imunização, o governo federal destinou recursos para intensificar ações emergenciais, especialmente em Dourados e região. Entre as medidas adotadas estão o reforço no atendimento de saúde, combate ao mosquito Aedes aegypti, uso de inseticidas, instalação de armadilhas e envio de equipes da Força Nacional do SUS.
As ações também incluem visitas domiciliares, mobilização de agentes de endemias e apoio logístico em áreas mais afetadas, com o objetivo de conter o avanço da doença no estado.
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