Fevereiro tem acumulado de chuva histórico em São Gabriel do Oeste com mais de 660 milímetros; 286,5% a mais que a média prevista para o mês

28/02/2026 09:31
Chuva em São Gabriel do Oeste. Foto: Veja Folha
Tempo Chuva SGO
Por: Redação Veja Folha |  São Gabriel do Oeste
Fevereiro de 2026 foi um mês atípico e que entrou para a história com um volume de chuvas nunca antes registrado em são Gabriel do Oeste.
Foram 661,3 milímetros de precipitação acumulada, volume 286,5% superior à média esperada para o mês, que é de 171 milímetros.
PUBLICIDADE
A grande parte de volume de chuvas foi acumulada em apenas cinco dias consecutivos, quando as chuvas caíram com maior intensidade. De 1 a 5 de fevereiro, já havia chovido 532,4 milímetros.
Volumes altos de chuva causaram danos em pontes, estradas rurais, pavimentação asfáltica, ruas da cidade ficaram alagadas e até peixes foram parar na avenida Mato Grosso do Sul, no trecho em frente ao Parque Ecológico.

__________________________________________________________

______________________________________________
O motivo de tanta chuva em um curto espaço de dias foi a instabilidade no tempo provocada por um sistema de baixa pressão que ficou posicionado entre o Paraguai, a Bolívia e o Mato Grosso do Sul.
Esse sistema favoreceu a formação de nuvens carregadas, que combinadas com o deslocamento de cavados (áreas alongadas de baixa pressão) também contribuíram para a manutenção do tempo instável e formação de chuvas que se concentraram nesta região do estado.
PUBLICIDADE
Em 18 anos, desde que os dados começaram a serem registrados com mais frequência pelo Centro de Monitoramento do Tempo e Clima (Cemtec/MS), com base nas estações meteorológicas do Inmet e pluviômetros do Cemaden, o maior acumulado de chuva em São Gabriel do Oeste havia ocorrido em 2013, com 351 milímetros.
Um dado curioso e que chama a atenção, é que no ano seguinte, em 2014, durante todo o mês de fevereiro, não há registro de chuva na cidade. Um mês inteiro de seca.
Naquele período do ano, um bloqueio atmosférico e alta pressão atuaram sobre as regiões Sudeste e Centro-Oeste, impedindo a chegada de frentes frias e desviando a umidade proveniente da Amazônia.
Esse sistema, que desce ar seco, dificultou a formação de nuvens e causou um calor extremo e seca em municípios presentes nestas áreas do país.

 

** Envie fotos, vídeos, e converse com a redação do Veja Folha pelo WhatsApp (67) 99901-5295 
No data was found
Please select listing to show.
No data was found