Monitoramento da Saúde identifica Barbeiros e mosquito-palha em municípios de MS

26/01/2026 16:01
Mosquito palha. Foto: Reprodução / Arquivo
Mosquito palha
Por: Redação Veja Folha |  São Gabriel do Oeste
Boletim divulgado nesta segunda-feira (26) pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) revelou que insetos transmissores de doença de Chagas e leishmaniose foram identificados em diversos municípios de Mato Grosso do Sul ao longo de 2025. As informações fazem parte do relatório anual da vigilância entomológica realizado em todo o estado.
De acordo com o levantamento, 262 triatomíneos, popularmente conhecidos como barbeiros, foram capturados em 21 municípios sul-mato-grossenses. Após análise laboratorial, apenas dois insetos testaram positivo para o parasita Trypanosoma, causador da doença de Chagas, ambos registrados no município de Anastácio.
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As cidades com maior número de registros foram Campo Grande, Aquidauana e Jaraguari, cada uma com 49 exemplares coletados. A espécie predominante foi a Triatoma sordida, comum em áreas rurais e regiões próximas ao perímetro urbano.
A SES ressalta que a presença do barbeiro não indica, necessariamente, risco imediato de transmissão, já que a maioria dos insetos analisados não estava infectada. O monitoramento tem caráter preventivo e busca identificar alterações no padrão de risco, permitindo respostas rápidas das autoridades de saúde.
O boletim também aponta a circulação de flebotomíneos, conhecidos como mosquito-palha, em sete municípios do estado. Esses insetos são vetores da leishmaniose, que pode se manifestar de forma cutânea ou visceral.
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Os maiores índices foram registrados em Ponta Porã e Nioaque, onde houve maior concentração da espécie Lutzomyia longipalpis, principal transmissora da leishmaniose visceral. Também foram identificados exemplares em Bataguassu, Brasilândia, Paranaíba e Fátima do Sul.
Segundo a SES, o acompanhamento contínuo dos vetores permite mapear áreas mais vulneráveis e orientar ações estratégicas, como controle ambiental, aplicação de inseticidas, além de campanhas educativas voltadas à população.
A vigilância entomológica em Mato Grosso do Sul é coordenada pela Coordenadoria Estadual de Controle de Vetores, com suporte de laboratórios regionais instalados em Campo Grande, Dourados, Jardim e Três Lagoas, que atendem os 79 municípios do Estado.
Por fim, a secretaria reforça que atitudes simples fazem diferença na prevenção, como manter quintais limpos, evitar o acúmulo de entulhos e madeira e comunicar imediatamente às secretarias municipais de saúde a presença de insetos suspeitos. O monitoramento permanente é considerado essencial para prevenir surtos, orientar políticas públicas e garantir a proteção da população.
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