15 municípios de MS registram casos de Dengue tipo 3, o mais perigoso da doença

10/02/2025 10:53
Recipiente com água parada, possível criadouro do mosquito Aedes Aegypti; Foto: arquiivo
dengue
Por: Redação Veja Folha |  MS
Mato Grosso do Sul tem 15 municípios com registro de Dengue tipo 3, considerado o mais grave da doença.
Inocência é um dos municípios com casos confirmados do sorotipo 3, que não era registrado no estado há 15 anos. Além dele, outras cidades também já têm diagnósticos positivos: Alcinópolis, Costa Rica, Chapadão do Sul, Cassilândia, Paranaíba, Aparecida do Taboado, Selvíria, Três Lagoas, Água Clara, Brasilândia, Campo Grande, Nova Andradina, Glória de Dourados e Maracaju.
O sorotipo 3 da Dengue é considerado o mais perigoso, com maior potencial para causar quadros clínicos graves e aumentar o risco de óbitos. A preocupação com a reintrodução no estado surgiu no final do ano passado, quando os primeiros casos foram confirmados em Três Lagoas.
Mais mortes sob investigação
Além do caso de Sebastiana, o primeiro caso confirmado, outras duas mortes estão sendo investigadas como possíveis vítimas da doença. Uma ocorreu em Campo Grande e a outra em Três Lagoas. As secretarias municipais de Saúde aguardam resultados de exames laboratoriais para confirmar se os óbitos estão relacionados à Dengue. Detalhes sobre as vítimas ainda não foram divulgados.
Dados epidemiológicos
De acordo com o último boletim epidemiológico da SES (Secretaria Estadual de Saúde), as regiões nordeste e leste de Mato Grosso do Sul concentram 37 dos 44 casos confirmados de Dengue tipo 3. No entanto, o estado já registra um total de 1.057 casos de Dengue considerando todos os sorotipos.
Selvíria é o município com o maior número de diagnósticos positivos para todos os tipos de Dengue, somando 159 casos. Em seguida, aparecem Inocência (51) e Três Lagoas (57).
Alerta para a população
As autoridades de saúde reforçam a importância de medidas preventivas para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da Dengue. A eliminação de criadouros, como recipientes que acumulam água parada, é fundamental para conter o avanço da doença. Além disso, a população é orientada a buscar atendimento médico aos primeiros sintomas, como febre alta, dores musculares, manchas na pele e mal-estar.
Com a reintrodução do sorotipo 3 e o aumento de casos, o estado de Mato Grosso do Sul está em alerta máximo para evitar uma epidemia de grandes proporções. A SES monitora a situação e trabalha em conjunto com os municípios para intensificar as ações de combate ao mosquito e conscientização da população.
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