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Luta pela vida

Bebê de Bandeirantes com doença grave depende de cirurgia de R$ 2 milhões para sobreviver

Criança nasceu na sexta-feira (15) no Hospital Regional, na Capital, com gastrosquise, doença caracterizada pela presença de uma abertura na região abdominal.

Marya Alice, de apenas cinco dias, nasceu no Hospital Regional de Campo Grande com a doença gastrosquise, que é caracterizada pela presença de uma abertura na região abdominal, tornando possível a extrusão (saída) de vísceras abdominais, como estômago e intestino.

Um dia após o parto, a bebê foi submetida a cirurgia para abertura da barriga, já que a mesma havia sido fechada e o intestino tinha sido estrangulado.

A gestação da mãe, Alice, uma adolescente de 15 anos, ocorreu normal até o último mês, quando a doença foi descoberta.

“Os médicos viram que a barriguinha dela estava aberta e que tinha uma malformação. Na hora do parto os médicos ficaram felizes porque a abertura havia se fechado, mas essa alegria durou pouco”, contou a manicure e avó da bebê, Mara Alice do Nascimento Centurião, de 41 anos.

Mara explicou que já na primeira mamada a menina começou a vomitar. “Foi quando os médicos perceberam que, com o fechamento da barriga, o intestino foi estrangulado e necrosado”.

No segundo dia de vida, Marya foi submetida a cirurgia para abrir a barriga. “Foi preciso retirar quase todo o intestino dela, ficou apenas uma parte muito pequena”, detalhou a avó.

Maior necessidade

Atualmente a bebê se alimenta por sonda, usa colostomia (procedimento cirúrgico que consiste em abertura na parede abdominal, temporária ou permanente, onde é ligada uma terminação do intestino pela qual as fezes e gases são eliminados) e precisa fazer transplante de intestino, que é realizado apenas nos Estados Unidos, conforme a assessoria de comunicação do Hospital Regional.

Antes do transplante, Marya deve ser encaminhada para São Paulo ou Rio Grande do Sul, onde passará por tratamentos específicos e então encaminhada para o transplante em terras estrangeiras.

Mara, avó, e Alice, mãe da bebê, são de Bandeirantes e estão hospedadas em Campo Grande na casa de um familiar. “Vamos ficar aqui até conseguirmos o transplante, já que a bebê não pode sair do hospital”, reconheceu Mara.

A família precisa de ajuda para que a recém nascida possa fazer o procedimento. O valor do transplante gira em torno de R$ 2 milhões o Sistema Único de Saúde (SUS) só realizará o procedimento depois de ação na Justiça.

Doações

Quem quiser ajudar a família, que vai precisa de dinheiro para viajar para se manter no período que a bebê fizer a cirurgia, pode falar com a avó da criança.

“Os médicos falaram que sem o transplante ela não sobrevive. O intestino que sobrou é muito pequeno e a cirurgia não pode demorar muito tempo para ser feita”, finalizou.

A família de Marya deixou a conta abaixo para quem quiser ajudar com qualquer quantia.

  • Banco Caixa Econômica Federal
  • Ag:1568
  • Operação: 023
  • Poupança: 00004065 – 8
  • Mara Alice do Nascimento Centurião

 

Correio do Estado